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RISCOS A SAÚDE

Clínica de estética é interditada em Serra Talhada após denúncia; autor se identifica e fala em risco à saúde

A interdição da clínica Shuenia Menezes Harmonização Facial e Corporal, em Serra Talhada, acendeu o alerta no setor de estética do município e provocou ampla repercussão nas redes sociais.

O fechamento do estabelecimento ocorreu após ação dos órgãos fiscalizadores e ganhou novos desdobramentos quando Wismar Nogueira, diretor da clínica Bem-Estar, assumiu publicamente a autoria da denúncia que deu origem à fiscalização.

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Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Wismar afirmou que a denúncia foi formal, identificada e registrada com seu nome, rebatendo acusações de que o procedimento teria sido anônimo ou motivado por interesses pessoais. Segundo ele, a iniciativa não teve como alvo a pessoa física da responsável pela clínica interditada, mas sim o estabelecimento e os procedimentos realizados no local.

O diretor destacou que o fechamento da clínica não teve relação com descarte irregular de materiais, versão que circulou em vídeos publicados pela responsável pelo espaço interditado. De acordo com Wismar, a denúncia teve como base a realização de procedimentos médicos invasivos por profissionais sem a devida habilitação, o que, segundo ele, configura grave risco à saúde dos pacientes.

“Se até médicos precisam cumprir critérios rigorosos para realizar procedimentos como lipoaspiração e mini-lipoaspiração, qualquer outro profissional que execute esse tipo de intervenção está fora da legalidade”, afirmou Wismar, citando resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) que regulamentam esse tipo de procedimento.

Wismar Nogueira relatou ainda que, após a repercussão do caso, a situação saiu do campo institucional e passou a atingir sua família. Segundo ele, familiares de pacientes que teriam sofrido intercorrências após procedimentos estéticos passaram a procurar, por engano, a clínica Bem-Estar, acreditando se tratar do mesmo estabelecimento.

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Em um dos episódios mais graves, um homem teria ido até a clínica em horário de almoço e, de forma agressiva, ameaçado a esposa do diretor, que estava sozinha no local.

“Ele dizia que, se a mãe dele morresse, não ia ficar ninguém vivo. Batia na porta, gritava, totalmente descontrolado. Aquilo foi a gota d’água”, relatou.

Segundo Wismar, também chegaram ao seu conhecimento relatos de pacientes acamados, sem conseguir se levantar após procedimentos estéticos, o que reforçou sua decisão de formalizar a denúncia junto aos órgãos competentes.

O fechamento da clínica segue repercutindo em Serra Talhada e reacende o debate sobre fiscalização, responsabilidade profissional e os riscos de procedimentos estéticos realizados fora das normas legais, enquanto a população aguarda posicionamentos oficiais e possíveis novos desdobramentos do caso.

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