
A madrugada desta sexta-feira (5) escancarou a fragilidade da saúde pública em Serra Talhada.
A gestante Lívia Desmile Silva deu entrada no Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam) às 3h18, mas o bebê já havia nascido dentro de um carro, nas proximidades da ponte da Caxixola, em plena corrida contra o tempo.
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Segundo a mãe da jovem, dona Maria do Desterro da Silva, a família se dirigia à Casa de Parto acreditando que encontraria segurança e acompanhamento para o nascimento. O que encontraram, no entanto, foi descaso. Os profissionais estavam dormindo, não havia médico disponível e, mesmo com o bebê já nos braços, em aflição, nenhum atendimento foi prestado. A única “orientação” foi seguir para o Hospam.
No hospital, mãe e filho receberam os cuidados que deveriam ter começado muito antes.
O recém-nascido apresentava desconforto respiratório e chegou com líquido nos pulmões, consequência direta da demora em aspirar e prestar o primeiro atendimento.
Segundo ainda apurado pela equipe do Repórter Ligeirinho, o bebê nasceu prematuro com 2,600 kg. O estado de saúde é considerado preocupante e pode correr o risco de entubar, precisando assim de uma UTI Neonatal.
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O episódio revoltou familiares e levanta sérias questões: de que serve uma Casa de Parto que, no momento crucial, se mostra de portas fechadas para a população?
Quantas vidas ainda precisarão correr risco para que as autoridades assumam responsabilidade sobre a precariedade do serviço?
Mais do que um caso isolado, o episódio desta madrugada é um alerta vermelho. Se nada mudar, o que hoje foi sofrimento e sorte pode, amanhã, ser tragédia anunciada.





