Após dias de greve, servidores da Educação encerram paralisação e aulas voltam nesta quinta em Serra Talhada

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (SINTEST) anunciou, nesta quarta-feira (7), o encerramento da paralisação dos servidores da Rede Municipal de Ensino. Com a decisão, as aulas serão retomadas normalmente nesta quinta-feira, 8 de outubro, nas escolas municipais.
Segundo nota divulgada pelo sindicato, a decisão foi tomada após avaliação e deliberação da categoria. A entidade afirma que o retorno ocorre principalmente em consideração aos estudantes, para evitar novos prejuízos diante do impasse entre os trabalhadores e o Governo Municipal.
O movimento ganhou força na última sexta-feira (2), quando profissionais da Educação realizaram uma manifestação pelas ruas de Serra Talhada e seguiram até a Prefeitura. Na ocasião, a categoria deflagrou greve e decidiu permanecer sem retornar às atividades na segunda (5) e terça-feira (6), mantendo a mobilização até a assembleia desta quarta-feira (7).
Entre as principais reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), realização de concurso público para a Rede Municipal de Ensino e o enquadramento das auxiliares de creche que atendam aos requisitos previstos na legislação.
Na nota desta quarta, o SINTEST afirma que, apesar das mobilizações, reuniões e tentativas de diálogo, não recebeu do Governo Municipal o retorno esperado para as reivindicações apresentadas. Diante disso, os trabalhadores decidiram retornar às atividades, mas ressaltaram que a medida não representa o abandono das cobranças.
Sindicato anuncia ida à Justiça
O SINTEST informou ainda que pretende buscar a via judicial para tentar garantir os direitos reivindicados pelos trabalhadores. A entidade afirma que continuará acompanhando o caso e adotando as medidas consideradas necessárias em defesa da categoria.
Antes mesmo da deflagração da greve, a Secretaria Municipal de Educação havia informado que as escolas e creches permaneceriam abertas e que as aulas não realizadas em razão da paralisação, além das atividades suspensas por participação em assembleias do sindicato, seriam repostas durante os meses de outubro e novembro, mediante cronograma a ser divulgado.
Pais cobram reposição das aulas perdidas
Com o anúncio do retorno, pais e responsáveis agora cobram atenção para a reposição dos dias e conteúdos perdidos durante a mobilização, principalmente para evitar prejuízos ao calendário escolar e à aprendizagem dos estudantes.
A expectativa é de que a Secretaria Municipal de Educação apresente o cronograma de reposição anunciado anteriormente, esclarecendo às famílias como serão recuperadas as atividades que deixaram de acontecer nas unidades atingidas pela paralisação.
O Repórter Ligeirinho continuará acompanhando o caso e buscará novas informações junto à gestão municipal e ao sindicato sobre a reposição das aulas e os próximos desdobramentos das reivindicações da categoria.
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