Batalhões do interior sofrem com déficit enquanto policiais novatos retornam à capital, aponta denúncias em PE

Uma reclamação encaminhada à redação do Repórter Ligeirinho chama atenção para a distribuição do efetivo de soldados novatos da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) entre a capital, Região Metropolitana do Recife e o interior do Estado.
Segundo informações e dados de uma planilha de mobilização enviados à reportagem, 1.851 policiais foram deslocados para o interior de Pernambuco durante as eleições, sendo 950 integrantes da Turma 1 e 901 da Turma 2.
Ainda conforme os dados apresentados na denúncia, outros 2.513 soldados permaneceram nas organizações militares da capital e da Região Metropolitana, sendo 1.364 vinculados a unidades do Recife e 1.149 à RMR.
A preocupação surgiu diante da informação de que os 901 policiais da Turma 2 devem retornar à capital, enquanto os 950 integrantes da Turma 1 permaneceriam mobilizados no interior.
Caso essa distribuição seja mantida, segundo os cálculos apresentados à redação, 3.414 policiais, o equivalente a 78,23% desse contingente de 4.364 soldados, ficarão concentrados na capital e Região Metropolitana, enquanto 950 policiais, ou 21,77%, permanecerão no interior de Pernambuco.
A reclamação destaca que diversos batalhões do interior enfrentam dificuldades para preencher escalas e atender às demandas operacionais, principalmente diante das grandes extensões territoriais atendidas pelas unidades e da necessidade de policiamento em vários municípios simultaneamente.
“Não se trata de retirar a importância da segurança na capital, mas de buscar uma distribuição mais equilibrada do efetivo, levando em consideração as necessidades de cada região”, diz trecho da manifestação enviada ao Repórter Ligeirinho.
O pedido é para que o Comando da Polícia Militar de Pernambuco e o Governo do Estado avaliem o déficit de efetivo em cada batalhão antes da redistribuição definitiva dos novos soldados, considerando a possibilidade de manter parte dos policiais nas unidades do interior.
A denúncia também reforça que cidades do Sertão, Agreste e demais regiões afastadas da capital possuem demandas próprias e dependem do reforço do efetivo para ampliar o policiamento ostensivo e a capacidade de resposta às ocorrências.
A principal pergunta levantada pelos policiais é por que parte dos soldados que já estão mobilizados no interior não poderia permanecer nessas regiões, especialmente nos batalhões que apresentam maior necessidade de pessoal.
Os números apresentados foram encaminhados à redação por meio de denúncia. O Repórter Ligeirinho deixa espaço aberto para que a Polícia Militar de Pernambuco e o Governo do Estado esclareçam os critérios utilizados para a distribuição do novo efetivo.
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