Enquanto há críticas, relato de acolhido revela transformação na Casa de Passagem de Serra Talhada

Em meio às cobranças da população por soluções para a situação dos moradores em situação de rua que ocupam a Praça Sérgio Magalhães, um relato emocionado de um beneficiário da Casa de Passagem de Serra Talhada destaca o impacto do serviço oferecido pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
O homem contou que chegou à unidade após receber alta do Hospital Professor Agamenon Magalhães (HOSPAM), quando enfrentava um momento de grande incerteza sobre o futuro.
"Cheguei na Casa de Passagem depois de ficar internado no Hospam. Para mim, aparentemente, já não tinha mais uma saída. Quando recebi alta, fiquei preocupado sem saber para onde iria. Foi quando me encaminharam para a Casa de Passagem. Houve um pouco de dificuldade por eu ser da cidade, mas Dona Kácia se compadeceu da minha situação e disse que iria me ajudar", relatou.
Segundo ele, o receio inicial deu lugar ao acolhimento recebido pela equipe da unidade.
"Quando cheguei aqui achei que seria difícil me adaptar, mas fui muito bem acolhido pelos cuidadores e pela assistente social. Aqui temos alimentação, são seis refeições por dia. Às vezes nem na casa da gente a gente tem isso. Sou muito grato a Deus."
O beneficiário também fez questão de destacar que a Casa de Passagem tem como objetivo oferecer apoio temporário para que as pessoas possam reorganizar suas vidas.
"A Casa de Passagem não é um lugar para morar. É um local para a gente se estabelecer e procurar uma solução. Graças a Deus, acredito que vou sair daqui uma pessoa diferente. Já estou me sentindo muito bem."
O depoimento surge justamente em um momento em que parte da população cobra medidas para enfrentar os problemas causados pela presença de pessoas em situação de rua na Praça Sérgio Magalhães. A gestão do secretário de Assistência Social, Allan Pereira, foi a primeira a estruturar uma política de acolhimento voltada a esse público, por meio da Casa de Passagem e de equipes de abordagem social, buscando oferecer assistência, alimentação, acompanhamento e oportunidades de reinserção social.
Muitos deles não aceitam o serviço ofertado, não se enquadra nas regras da casa, restringe o consumo de bebidas alcoólicas. Vivendo na rua, se torna maior a 'regalias' deles em atormentar os serra-talhadenses.
Embora o desafio envolva diferentes órgãos e políticas públicas, o relato do beneficiário evidencia que, para quem aceita o acolhimento, o serviço tem proporcionado uma nova perspectiva de vida e dignidade.
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