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Golpe da Ótica: Agricultor é cobrado em R$ 3,5 mil reais em óculos que nunca recebeu em ST

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O CASO FOI PARAR NA DP

Golpe da Ótica: Agricultor é cobrado em R$ 3,5 mil reais em óculos que nunca recebeu em ST

Guilherme Azevedo
Guilherme Azevedo
Publicado em 12/08/2025, 18:02
Atualizado em 26/05/2026, 05:37
Imagem da reportagem

Um agricultor simples, morador da fazenda Juazeirinho, zona rural, está vivendo um verdadeiro pesadelo após ser surpreendido com uma cobrança de R$ 3.563,90 por um produto que afirma nunca ter comprado nem recebido.

Segundo a família, o homem — analfabeto e sem qualquer histórico de dívidas — foi abordado há cerca de um ano por funcionários de uma ótica na Rua Enock Ignácio de Oliveira, no Centro de Serra Talhada, enquanto passava pela rua.

Ele foi convidado a “estourar um balão” e informado de que havia ganhado um exame de vista gratuito. Sem entender completamente a situação, aceitou fazer o exame, acreditando que se tratava apenas de um atendimento sem custos.

A família relata que, em momento algum, foi informado que haveria cobrança ou que estaria sendo firmado um contrato de compra ou financiamento.

Mais grave ainda: o agricultor garante que nunca recebeu óculos, nunca escolheu armação e jamais retirou qualquer produto da loja.

Mesmo assim, recentemente chegou à residência uma cobrança no valor superior a três mil e quinhentos reais, supostamente referente ao pagamento de um óculos.

O documento não apresenta data de compra, apenas uma proposta de acordo para quitar a dívida.

Outro detalhe que chama atenção é que, na ficha cadastral apresentada, consta um número de telefone que não pertence ao agricultor, já que ele sequer possui aparelho celular.

A filha do trabalhador denuncia que se trata de um golpe e alerta a população:

“Meu pai é um senhor do campo, trabalhador, analfabeto. Ele não tem a menor condição de entender um contrato, muito menos de assinar algo sabendo o que está assinando. Essas empresas precisam ser responsabilizadas por se aproveitar da boa-fé das pessoas humildes.”

O caso deverá ser levado aos órgãos de defesa do consumidor e às autoridades policiais para apuração. A família também pretende acionar a Justiça para anular a cobrança e investigar a conduta da ótica.

Casos semelhantes têm sido registrados em diversas regiões do país, onde empresas oferecem exames gratuitos como atrativo, mas acabam vinculando o cliente a contratos de compra não autorizados.

O alerta é para que consumidores — principalmente idosos e pessoas com pouca escolaridade — redobrem a atenção ao fornecer dados pessoais e assinar documentos.

O caso foi registrado na delegacia de Polícia Civil com um boletim de ocorrência para investigar o caso.

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