Lisbeth pede mais 45 dias à Câmara após 42 dias sem responder sobre a Saúde em Serra Talhada

Por Júnior Campos
A Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada voltou ao centro de uma discussão sobre fiscalização e transparência na Câmara de Vereadores. Nesta terça-feira (29), após 42 dias da aprovação do Requerimento nº 056/2026, a pasta encaminhou um ofício solicitando mais 45 dias para responder aos questionamentos sobre as denúncias sobre as supostas “empresas fantasmas”.
O pedido ocorre depois de um episódio que marcou a sessão de 18 de agosto: naquele dia, a Câmara rejeitou, por 12 votos a 4, o Requerimento nº 054/2026, de autoria do vereador China Menezes, que pedia a convocação da secretária Lisbeth Rosa para prestar esclarecimentos pessoalmente no plenário.
Na mesma sessão, foi aprovado o Requerimento nº 056/2026, assinado por vereadores da Casa, solicitando informações e documentos sobre a gestão da Saúde.
A diferença entre as duas iniciativas é central para entender o episódio: enquanto China queria levar a secretária ao plenário para responder diretamente às cobranças, o requerimento aprovado pela base governista poupou a titular da pasta.
Da convocação rejeitada ao pedido de mais prazo
Na ocasião, a rejeição do requerimento de China foi anunciada pelo presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro, com a declaração: “O requerimento do vereador foi derrubado”. 
Agora, 42 dias depois, a Secretaria solicita mais 45 dias para reunir e apresentar as informações. O ofício foi lido na sessão desta terça-feira e atribui a demora à complexidade do levantamento, à existência de documentos físicos, à sobrecarga dos setores administrativos e ao afastamento de servidores.
A diferença entre os dois caminhos adotados pela Câmara em agosto e o novo pedido da Secretaria reacende o debate sobre a efetividade da fiscalização parlamentar da Saúde em Serra Talhada.
A sessão terminou sem que o presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro, colocasse em votação o pedido da secretária de Saúde, Lisbeth Rosa, por mais 45 dias. Ou seja, o documento foi lido, mas não houve deliberação do plenário. Diante da cobrança por informações sobre a Saúde, o silêncio parece ser a palavra de ordem.
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