Sem água e com conta para pagar: população de Serra Talhada e região cobra Compesa

A paciência dos moradores de Calumbi está chegando ao limite. Famílias denunciam que enfrentam uma verdadeira peregrinação por água enquanto as faturas da Compesa continuam chegando normalmente às residências.
Nesta segunda-feira (21), uma moradora procurou o Repórter Ligeirinho para denunciar que está há mais de 20 dias sem água. A situação atinge áreas como a COHAB 2 e outras ruas do município.
Segundo os relatos, o problema não ocorre de maneira uniforme: há ruas onde a água chega, enquanto outras permanecem sem abastecimento. No meio dessa situação, a cobrança continua chegando à porta dos consumidores.
A revolta aumentou justamente nesta segunda-feira, quando uma das moradoras recebeu a nova conta de água mesmo afirmando estar há mais de 20 dias sem abastecimento regular.
A pergunta feita pela população é inevitável: como cobrar normalmente de uma família que relata não estar recebendo adequadamente um serviço tão básico?
O problema não está restrito a Calumbi. Em Serra Talhada, moradores de diferentes bairros também vêm denunciando falta d’água. Nos últimos dias, o Repórter Ligeirinho recebeu reclamações de localidades como Vanete Almeida, Cagep, Caxixola e região do Quitandinha.
Na semana passada, a própria Compesa informou que uma manutenção emergencial na unidade de bombeamento do Sistema Adutor Pajeú havia provocado redução da vazão e poderia causar desabastecimento em Serra Talhada, Floresta, Calumbi e Canaã, distrito de Triunfo.
Agora, a situação ganha um novo capítulo. A Compesa informou que, entre esta segunda-feira (21) e quarta-feira (23), realiza testes na nova Estação de Tratamento de Água de Serra Talhada. Durante os procedimentos, há previsão de interrupção temporária do abastecimento em Calumbi e Canaã e redução do fornecimento para Serra Talhada.
A explicação, entretanto, não encerra o questionamento dos moradores que afirmam enfrentar problemas anteriores aos testes iniciados nesta segunda-feira. Quem relata estar há mais de 20 dias com as torneiras secas cobra explicações sobre o período anterior e uma solução efetiva para a irregularidade no abastecimento.
Manutenção após manutenção, previsão após previsão, a cobrança dos moradores permanece a mesma: quando a água vai chegar de forma regular às torneiras?
Enquanto uma resposta definitiva não chega, famílias precisam reorganizar a rotina para conseguir água para necessidades básicas. E a indignação cresce quando, mesmo diante das torneiras secas, a fatura aparece normalmente.
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