Sem salário fixo, mediadores denunciam precarização na educação de Serra Talhada

Mediadores da rede municipal de ensino de Serra Talhada denunciaram, de forma anônima, as condições de trabalho enfrentadas pela categoria e cobraram da Prefeitura medidas para garantir direitos trabalhistas, remuneração digna e melhores condições de atuação nas escolas.
Em relato enviado ao Repórter Ligeirinho, um dos profissionais afirma que a categoria trabalha sem salário fixo e recebe apenas por diária. Segundo a denúncia, o pagamento é de R$ 70 para quem atua em dois turnos e R$ 35 para quem trabalha apenas um turno.
Ainda conforme o relato, os profissionais alegam que não possuem garantias trabalhistas e deixam de receber quando precisam se afastar por motivo de saúde. A denúncia também afirma que, mesmo apresentando atestado médico, o profissional precisa encontrar alguém para substituí-lo e arcar com o pagamento do substituto.
Outro ponto levantado é a responsabilidade atribuída aos mediadores em relação aos alunos acompanhados. Segundo a denúncia, esses profissionais afirmam que, muitas vezes, toda a responsabilidade pelo estudante recai sobre eles, sem o suporte necessário da equipe escolar.
Além das questões salariais, o grupo também relata falta de reconhecimento e afirma sofrer desvalorização dentro das unidades de ensino.
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