Servidores de Santa Cruz da Baixa Verde cobram atrasos de salários e pressiona prefeito

Santa Cruz da Baixa Verde, conhecida como a “Capital da Rapadura”, enfrenta um cenário alarmante nos bastidores de sua administração pública.
Servidores efetivos e contratados da cidade vêm denunciando graves abusos trabalhistas praticados pela gestão do atual prefeito, José Irlando de Souza Lima. Com alegações de direitos trabalhistas suprimidos, atrasos salariais e um ambiente de trabalho que impacta diretamente a saúde mental dos funcionários, a situação chegou ao limite, levando à publicação de um manifesto intitulado “Grito de Socorro”.
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Segundo o apelo dos servidores enviado ao Repórter Ligeirinho diversas práticas da atual gestão têm agravado as condições de trabalho. Entre as principais denúncias estão:
O pagamento do adicional de 1/3 de férias não tem sido efetuado há anos. Há servidores com mais de quatro anos sem receber o benefício. Para tentar reaver o direito, trabalhadores são obrigados a recorrer a requerimentos formais e até mesmo a se humilhar diante do prefeito para obter autorização, o que contraria princípios legais e a dignidade humana.
Salários referentes a novembro ainda não foram pagos, e a incerteza sobre o pagamento de dezembro preocupa toda a classe trabalhadora. Mesmo com repasses financeiros da União já realizados, como os destinados à Unidade Mista de Saúde Prefeito Dr. Fanão, o setor financeiro do município admite que os valores estão disponíveis, mas não foram liberados por determinação do prefeito.
Após as eleições, houve relatos de demissões sem justificativa e sem reposição de pessoal. Isso não apenas prejudica o atendimento à população, mas também aumenta a sobrecarga dos funcionários que permanecem ativos.
Os servidores relatam um ambiente de trabalho tóxico e marcado pela incerteza, o que tem levado muitos ao adoecimento psicológico. Além disso, atrasos salariais e a ausência de direitos básicos comprometem o sustento das famílias, gerando endividamento e desespero.
A situação em Santa Cruz da Baixa Verde é um exemplo claro de como a negligência com direitos trabalhistas pode desencadear crises não apenas no âmbito profissional, mas também social e psicológico. A população local, que depende dos serviços prestados pelos funcionários públicos, também é diretamente afetada.
O momento exige união entre os servidores, pressão das entidades de classe e uma resposta urgente das autoridades para evitar o agravamento desse cenário. Justiça e respeito aos direitos básicos são fundamentais para garantir a dignidade de quem serve à cidade.
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