
Serra Talhada recebeu, entre os dias 26 e 30 de novembro, a 17ª edição do Encontro Nordestino de Xaxado — agora internacional, com grupos do México, Colômbia e Equador e Argentina.
Um evento cultural que movimentou hotéis, comércio, transporte, turismo e colocou a cidade mais uma vez no mapa da cultura nordestina.
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Mas, para a Prefeitura de Serra Talhada, parece que nada disso aconteceu.
A gestão Márcia Conrado simplesmente fingiu que o evento não existe!
Nenhum apoio. Nenhuma presença. Nenhuma nota!
Absolutamente nada!
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A presidente dos Cabras de Lampião disse tudo o que precisava ser dito
Durante o encerramento, Cleonice Maria — que carrega nas costas 30 anos de resistência cultural — mandou o recado que o governo municipal parece fingir que não ouviu:
“Ninguém ousa aparar ou diminuir os grupos da cultura do Xaxado ou de Lampião.”
Parece que ousaram. E muito.
Porque se existe tentativa de apagar a cultura que sustenta a identidade da cidade, ela está vindo de dentro da própria administração pública.
O silêncio que diz tudo
O presidente da Fundação Cultural do município, Josenildo Barbosa, manteve a mesma postura da Prefeitura:
silêncio absoluto.
Silêncio que vira cumplicidade.
Silêncio que vira conivência.
Silêncio que confirma aquilo que a população já percebe: o governo municipal só apoia cultura quando interessa politicamente.
Para uns, tudo. Para outros, nada!

A prova disso apareceu logo ali, em Caiçarinha da Penha, onde a Prefeitura bancou uma festa completa — inclusive com atrações caras como Delmiro Barros — a pedido de um vereador aliado.
Para o maior evento cultural da cidade, não existe um centavo.
Interessante, não?
Ou seria conveniente demais?
Quem lembrou do Xaxado foi quem não está na Prefeitura
O deputado e ex-prefeito Luciano Duque — desafeto político do governo — foi quem mostrou apoio público ao evento e garantiu que o grupo Cabras de Lampião não será engolido por interesses de gabinete.
Alguém precisava ocupar o espaço vazio deixado pela gestão municipal, e ele ocupou.
Agora, algumas perguntas que o governo municipal tenta evitar:
Serra Talhada quer ser conhecida pelo quê, se não pela cultura que o mundo reconhece?
Por que a gestão Márcia Conrado apoia festas de aliados e vira as costas para a própria história da cidade?
A Fundação Cultural serve a quem? À cultura… ou à política?
A tentativa é apagar Lampião ou apagar quem mantém viva a memória de Lampião?
A verdade nua e crua:
A Prefeitura de Serra Talhada só aparece quando a cultura rende voto. Quando rende história, identidade e projeção internacional, some.
Enquanto isso, os Cabras de Lampião seguem fazendo o que a gestão não faz: honrando a cultura que dá nome, voz e rosto à cidade.








