
Uma denúncia grave chegou à nossa redação sobre a situação vivida por trabalhadores do setor de obras da Prefeitura de Serra Talhada, responsáveis por serviços como pavimentação e manutenção em diversos pontos da cidade. Segundo relatos enviados de forma anônima ao Repórter Ligeirinho, há funcionários que estão há quatro meses sem receber.
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De acordo com os trabalhadores, o problema atinge principalmente aqueles que atuam no chamado “empenho”, modalidade em que o pagamento não é fixo nem garantido mensalmente. Enquanto isso, funcionários contratados diretamente estariam recebendo normalmente todo dia 10. Já os trabalhadores do empenho relatam que passam por um verdadeiro sofrimento para conseguir receber pelo serviço prestado.
Os trabalhadores afirmam que já cobraram diversas vezes uma solução por parte da gestão municipal. Segundo eles, a prefeita Márcia Conrado teria prometido pagamento, mas até agora nada foi resolvido.
“Ela diz que vai pagar, mas nunca sobra dinheiro. Não sei de quem é a culpa, se é do financeiro. Só sei que somos pais de família passando necessidade”, relata um dos trabalhadores.
O grupo afirma ainda que, ao questionar quando o pagamento será feito, a resposta recebida seria sempre evasiva: “Só dizem que, se não estamos gostando, é para procurar outro emprego.”
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Ainda segundo os relatos, a prefeitura informaria que primeiro paga aposentados, depois contratados, e só se sobrar dinheiro paga os trabalhadores do empenho. Entretanto, de acordo com os denunciantes, “nunca sobra”.
Há casos de trabalhadores que estão há 10 meses na função, mas sempre recebem com atrasos intensos: “Eles pagam um mês e deixam dois ou três para trás. E agora ainda disseram que não tem mais data certa para pagar.”
Os trabalhadores afirmam que a situação é insustentável e que muitos estão passando por dificuldades financeiras severas. Todos reforçam que não trabalham por luxo, e sim por necessidade. Os funcionários pedem que a prefeita resolva imediatamente a situação:
“Se a prefeitura não tinha dinheiro para pagar, não deveria ter chamado a gente para trabalhar. Ninguém trabalha de graça.”
Por medo de retaliação, os trabalhadores pediram que a denúncia fosse publicada de forma anônima, afirmando que temem ser identificados. O espaço segue aberto caso a prefeitura queira se pronunciar sobre os atrasos e apresentar uma solução para os servidores que estão, segundo eles, trabalhando sem receber.





