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PASSADO NÃO TÃO DISTANTE….

Ex-deputado de Serra Talhada já foi alvo de Operação da Polícia Federal

Em 2026, ano eleitoral, velhos discursos tentam ganhar nova maquiagem. Mas há fatos que não se apagam com marketing, nem com alianças de última hora. O nome do ex-deputado federal e presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, volta ao centro das discussões — não apenas pelas pretensões políticas, mas pelo histórico que carrega.

Sebastião foi alvo da segunda fase da Operação Outline, deflagrada pela Polícia Federal, que investigou suspeitas de desvio de recursos públicos em obras de requalificação no Grande Recife. Mandados foram cumpridos em endereços ligados ao parlamentar em Recife e em Brasília. Não se trata de boato de bastidor, mas de investigação oficial.

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O caso também envolveu o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), órgão estratégico no Nordeste. Oliveira foi apontado como um dos responsáveis pela indicação do diretor-geral da autarquia, nome ligado ao chamado Centrão — grupo que, à época, negociava cargos no governo do então presidente Jair Bolsonaro. Política de bastidor, troca de espaços, influência — tudo isso em meio a uma investigação sobre recursos públicos.

Como se não bastasse, quando esteve à frente da Secretaria de Transportes de Pernambuco, acumulou críticas pela situação das estradas estaduais, especialmente aquelas utilizadas para o escoamento da produção rural. Em 2018, foi convocado pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para prestar esclarecimentos. Não compareceu.

A reação foi dura. O então presidente da comissão, Claudiano Martins Filho, chegou a afirmar publicamente que “paciência tem limite”, classificando a ausência como desrespeito ao parlamento. O vice-líder do governo na época, Rodrigo Novaes, sugeriu medidas formais contra o secretário. O desgaste foi público e notório.

Agora, em pleno ano eleitoral, surge a tentativa de reconstruir narrativas. Mas o eleitor pernambucano precisa decidir se aceita discursos ensaiados ou se leva em conta o histórico administrativo e político de quem pede novamente confiança.

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A pergunta que fica é direta: o passado pode ser ignorado em nome de conveniências eleitorais? Ou é justamente ele que deve servir de critério para definir quem está preparado — ou não — para representar o povo pernambucano?

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