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Delegada é presa suspeita de vender informações ao PCC por R$ 50 mil reais em Pernambuco

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Delegada é presa suspeita de vender informações ao PCC por R$ 50 mil reais em Pernambuco

Guilherme Azevedo
Guilherme Azevedo
Publicado em 15/10/2026, 19:24
Atualizado em 15/10/2026, 19:24
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Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, durante a Operação Sinalagma, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. Ela é investigada por suspeita de fornecer informações sigilosas e proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, a delegada teria recebido cerca de R$ 50 mil para repassar dados sigilosos à organização criminosa. A apuração também aponta que ela mantinha uma relação de proximidade com um homem apontado como liderança do PCC com atuação na região de Ipojuca, no Grande Recife.

A Operação Sinalagma cumpriu três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. As diligências ocorreram em Pernambuco, Pará, São Paulo e no Distrito Federal.

Um dos alvos foi localizado em um imóvel de alto padrão no Cais José Estelita, na área central do Recife. A investigação apura crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica.

De acordo com informações divulgadas durante a operação, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 14 milhões.

As investigações começaram em janeiro de 2025, depois da prisão, em Ipojuca, de um homem apontado como integrante da cúpula do PCC. A partir da prisão, as equipes passaram a investigar possíveis ramificações interestaduais da organização e a participação de agentes públicos no esquema.

A ação é coordenada pela 1ª Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN), vinculada ao Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) da Polícia Civil de Pernambuco, com apoio de órgãos de segurança de outros estados.

Os investigados são considerados suspeitos e as responsabilidades individuais ainda serão analisadas no decorrer das investigações e dos processos judiciais.

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