Lisbeth Rosa pode cair da Saúde após escândalo dos geradores em Serra Talhada

Uma informação chegada à redação do Repórter Ligeirinho agora há pouco que aponta para uma movimentação nos bastidores da gestão da prefeita Márcia Conrado para uma possível mudança no comando da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada.
Segundo a informação recebida pela reportagem, Lisbeth Rosa poderá deixar o comando da pasta, em meio ao aumento da pressão provocado pelas denúncias envolvendo contratos e pagamentos da Saúde, entre eles o caso que ficou conhecido como dos “geradores fantasmas”.
Segundo ainda repassado ao Repórter Ligeirinho, a reunião aconteceu as sete chaves com Márcia Conrado, a titular da pasta da saúde ainda teria ofertado o desejo de se explicar sobre os assuntos na tribuna da Câmara de Vereadores em Serra Talhada, porém é provável que não aconteça a tempo antes da saída de Lisbeth.
O assunto ganhou força após vereadores da oposição fiscalizarem unidades municipais de saúde em agosto. Na ocasião, Casa de Parto, PNI e Laboratório Paulo Terto foram visitados e, segundo os parlamentares, os geradores relacionados aos contratos questionados não foram encontrados nos locais fiscalizados. As denúncias levantam questionamentos sobre pagamentos realizados com dinheiro público e contratos que, segundo os vereadores, chegam a valores próximos de R$ 1 milhão.
A pressão sobre Lisbeth aumentou nas últimas semanas. Nesta terça-feira (20), o vereador China Menezes voltou à tribuna da Câmara com documentos e novos questionamentos sobre contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Saúde.
Quem aparece nos bastidores como nome cotado para assumir a Secretaria de Saúde é Tamires Brandão, atual secretária-executiva da pasta. Tamires ocupa a função executiva desde 2022 e continuava sendo apresentada oficialmente nessa posição em 2026. Ela é esposa do vereador Tércio Siqueira.
Outro ingrediente que aumenta a temperatura política foi uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado. Em outubro, o TCE-PE julgou auditoria envolvendo gastos com combustíveis e locação de veículos da Prefeitura e do Fundo Municipal de Saúde e aplicou multa a Lisbeth Rosa e à prefeita Márcia Conrado. Esse processo é distinto das denúncias envolvendo os geradores.
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