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Salário atrasado e famílias prejudicadas: o retrato da gestão Márcia Conrado em 2025

O fim de ano em Serra Talhada está sendo marcado por indignação, revolta e sentimento de abandono por parte de dezenas de trabalhadores contratados da Prefeitura Municipal. Profissionais que atuam principalmente na área da educação afirmam que, até o momento, não receberam o salário referente ao mês de dezembro e tampouco o 13º salário, situação que atinge diretamente pais e mães de família em um dos períodos mais difíceis do ano.

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Os prejudicados procuraram a redação do Repórter Ligeirinho nesta quarta-feira (31), para buscar respostas sobre o descaso e falta de gestão.

Enquanto a cidade se prepara para as festas, muitos trabalhadores relatam que não têm sequer recursos para garantir o básico dentro de casa. “É fim de ano, tudo fica mais caro, e nós estamos sem salário e sem décimo. Muitas mesas vão estar fartas, mas a nossa fica como?”, questiona um contratado, revoltado com a falta de sensibilidade da gestão municipal.

A situação expõe, mais uma vez, a fragilidade do planejamento administrativo da gestão da prefeita Márcia Conrado, que não conseguiu assegurar o pagamento dos servidores contratados dentro do prazo, mesmo ciente das dificuldades financeiras típicas do período. Para os trabalhadores, a falta de antecipação e organização demonstra descaso com quem mantém os serviços públicos funcionando diariamente.

Justificativa não convence

Em nota, a Prefeitura de Serra Talhada atribuiu o atraso a “problemas técnicos no sistema bancário” e ao não funcionamento das agências neste fim de ano, afirmando ainda que os recursos já estavam disponíveis em conta. No entanto, a explicação não convence os servidores, que questionam por que o pagamento não foi realizado antes do recesso bancário, justamente para evitar esse tipo de transtorno.

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Para os contratados, a justificativa soa como transferência de responsabilidade e falta de empatia. “A Prefeitura sabia que os bancos iam fechar. Sabia que era fim de ano. Mesmo assim, deixou para a última hora e agora quem paga o preço somos nós e nossas famílias”, relata outro trabalhador.

Falta de respeito com quem trabalha

O atraso salarial, somado à ausência do 13º para contratados, escancara o tratamento desigual dado aos trabalhadores temporários, que muitas vezes cumprem as mesmas funções dos efetivos, mas não recebem o mesmo respeito e garantia de direitos básicos. “Somos bons para trabalhar o ano inteiro, mas na hora de receber, somos esquecidos”, afirma uma servidora.

A gestão Márcia Conrado, que frequentemente divulga ações e investimentos nas redes sociais, agora enfrenta críticas por deixar trabalhadores sem salário em um momento crítico. Para muitos, o episódio é mais um retrato de uma administração que falha no cuidado com as pessoas e prioriza discursos enquanto ignora a realidade de quem vive do próprio salário.

Até que os pagamentos sejam regularizados, o clima entre os contratados é de revolta e cobrança. Eles exigem não apenas o pagamento imediato, mas respeito, planejamento e responsabilidade com o dinheiro público e, principalmente, com as famílias que dependem desse salário para sobreviver.

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